Dr. Pedro Henrique Moreira

Criptorquidia, Infertilidade e Câncer: conheça a relação entre esses problemas

Criptorquidia, Infertilidade e Câncer: conheça a relação entre esses problemas

Os testículos se formam dentro da barriga do bebê e migram naturalmente para a bolsa escrotal antes do nascimento. No entanto, em alguns casos, isso não ocorre e um ou ambos podem ficar retidos no abdômen da criança. Esta condição pode acontecer devido a hérnias ou outras anomalias durante o desenvolvimento do feto. Ao problema, dá-se o nome de Criptorquidia. 

O chamado criptorquidismo pode ser dividido em:

  • congênito: quando, ao nascer, não se encontram um ou os dois testículos na bolsa escrotal;
  • adquirido: quando já depois do nascimento, com os testículos adequadamente posicionados inicialmente, um ou os dois não são mais observados na bolsa escrotal. 

Neste post, entenderemos um pouco mais sobre a condição. Acompanhe!

Diagnóstico de Criptorquidia

O ideal é que a situação seja identificada o mais cedo possível. O diagnóstico costuma ser realizado por meio de exame clínico, quando o médico avaliará posição, mobilidade, volume dos testículos e outras questões. 

Aproximadamente 80% dos testículos que estão parados no abdômen do bebê podem ser sentidos pelo toque. Eles costumam estar localizados no caminho entre a barriga e a bolsa escrotal. 

É recomendado acompanhar o crescimento do bebê nos primeiros meses para verificar se os testículos descerão espontaneamente. Se isso não acontecer, o urologista deve ser consultado para indicar o tratamento, que costuma ser cirúrgico. 

Complicações da condição

Caso a Criptorquidia não seja diagnosticada precocemente, ela pode acarretar em diversos problemas mais sérios para o indivíduo. Entre eles, está o prejuízo na capacidade de produção de testosterona e de espermatozoides. A situação é desencadeada por questões que envolvem as células responsáveis por estas funções, localizadas dentro dos testículos. 

Nos quadros mais graves, a condição pode levar à esterilidade. Ainda, a doença também favorece o desenvolvimento de tumores. Conforme estatísticas, pacientes que apresentam o problema têm até seis vezes mais chances de terem câncer do que homens em situação normal. 

Tratamento cirúrgico 

A operação é a principal forma de correção da doença e deve ser realizada até no primeiro ano de vida do menino. Ainda, não é indicado que o prazo ultrapasse os 18 meses de vida. 

A intervenção é necessária para restabelecer a função testicular e minimizar as chances de ocorrência de tumores, além dos benefícios estéticos. Além disso, também evita questões secundárias, como hérnias e torções testiculares. 

Para os testículos de fácil palpação, a cirurgia poderá ser menos invasiva, prezando pelo correto posicionamento na bolsa escrotal. Caso estejam alojados profundamente na cavidade abdominal, no entanto, o procedimento demandará de uma exposição maior do paciente. 

Mesmo sendo, aparentemente, um diagnóstico simples, ocorre da condição ser descoberta somente no indivíduo já adulto. Em geral, o homem busca orientação médica ao ter problemas de fertilidade. No entanto, quando o diagnóstico de Criptorquidia é tardio, a operação é destinada à remoção dos testículos, a fim de evitar a evolução para um câncer. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como urologista em Goiânia!

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Os principais sintomas e tratamentos de DAEM

Os principais sintomas e tratamentos de DAEM

A testosterona é o principal hormônio do homem, responsável pelo desenvolvimento de características do corpo masculino e seu desempenho sexual. A partir dos 40 anos, é comum que ocorra um leve declínio na produção da substância. No entanto, em alguns indivíduos, esta diminuição se dá de forma brusca, desenvolvendo a chamada DAEM (Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino) ou, como é popularmente chamada, a “menopausa” do homem. 

Uma alimentação desregrada e sedentarismo podem contribuir para agravar esta deficiência, que traz diversos problemas e afeta a qualidade de vida do paciente. Entre os sintomas apresentados estão: apatia, cansaço, redução da força muscular, acúmulo de gordura abdominal e perda da libido. Em alguns casos, o quadro pode evoluir para impotência sexual. 

Neste post, saberemos mais sobre a condição e entenderemos como prevenir com hábitos saudáveis. Acompanhe!

Diagnóstico da DAEM

Caso o indivíduo perceba a ocorrência de dois ou mais sintomas, ele deve procurar um urologista. O diagnóstico é realizado de forma muito simples, com a análise hormonal feita por meio de exames de laboratório. Se for confirmada a deficiência da testosterona, é recomendada a reposição hormonal. 

Cabe salientar que o tratamento não causa câncer de próstata. No entanto, poderá contribuir para o crescimento de tumores prévios. 

Por isso, o acompanhamento de um especialista é fundamental, uma vez que ele fará a correta avaliação do paciente antes de iniciar a reposição de hormônios, que ocorre por meio de uma injeção intramuscular aplicada a cada três meses. Altamente eficaz e com poucas complicações, ela trará mais qualidade de vida e bem-estar ao homem. 

Prevenção da condição

Embora ainda seja pouco discutida, a síndrome afeta cerca de 20% do público masculino na faixa dos 50 anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia. 

Ainda, fatores, como estresse, excesso de peso, uso frequente de álcool e cigarro são considerados capazes de acelerar a queda na produção de testosterona. Portanto, mesmo que a síndrome seja uma consequência natural do envelhecimento masculino, hábitos de vida saudáveis podem ajudar na prevenção. 

A recomendação é de que os homens façam consultas regulares com urologista após os 40 anos, a fim de identificar, previamente, este e outros problemas. Encarar com otimismo e tranquilidade as mudanças físicas, emocionais e orgânicas trazidas pela passagem do tempo é fundamental para ter equilíbrio e a saúde em dia. 

Caso o paciente não tenha indicação para a reposição hormonal, ele poderá investir em outras formas de tratamento mais naturais para ajudar a amenizar a queda da testosterona. 

Manter uma rotina de exercícios físicos, parar de fumar, ter uma alimentação balanceada, atuar para evitar outros problemas metabólicos (como elevação do colesterol, triglicérides ou diabetes) e reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas podem colaborar, e muito, para a melhoria do quadro clínico e nos incômodos gerados pela DAEM. 

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5 fatores de risco para a bexiga hiperativa

5 fatores de risco para a bexiga hiperativa

A bexiga hiperativa é uma condição em que o indivíduo sente uma vontade incontrolável de urinar, mais vezes ao dia do que o normal. Isto ocorre devido ao mau funcionamento da musculatura que reveste e envolve o órgão, que não consegue relaxar para que ela possa encher. Com isso, a pressão interna aumenta, mesmo com pequenos volumes de urina. 

A urgência urinária é o principal sintoma, trazendo transtornos ao dia a dia do paciente, que chega a ter o sono prejudicado em muitos casos, é necessário levantar várias vezes à noite para ir ao banheiro. 

Vale destacar que não significa o mesmo que incontinência urinária, mas pode levar também ao desenvolvimento deste problema. Neste post, saberemos mais sobre a condição. Confira!

Sintomas, causas e tratamento 

Não é comum que os pacientes que sofrem com bexiga hiperativa se queixem de dores. No entanto, alguns sintomas podem ligar o alerta e indicarem que está na hora de procurar o médico. O principal deles é a vontade súbita de urinar, de difícil controle, podendo chegar à perda involuntária de urina, em alguns casos. 

Sendo assim, a frequência urinária aumenta em tal ponto que será necessário ir ao banheiro mais de oito vezes ao dia. Durante a noite, a pessoa chega a levantar mais de quatro vezes para urinar. 

Se este é o seu caso, procure um especialista. Embora seja um problema neuromuscular, que não tem causas aparentes, é possível que o médico opte por investigar doenças, como diabetes, lesões na medula, ansiedade ou Parkinson.

Na maioria das vezes, o diagnóstico é feito diante da severidade dos sintomas e comprometimento da qualidade de vida. O tratamento pode variar e vai desde exercícios para o fortalecimento da musculatura pélvica até medicação específica ou, ainda, intervenção cirúrgica. 

Atualmente, a operação costuma ser simples, mas sua necessidade será avaliada pelo profissional. 

Fatores de risco

Conforme citamos anteriormente, não existem causas específicas para o problema. No entanto, algumas situações podem contribuir para desencadear a condição:

  1. diabetes: a doença pode prejudicar o funcionamento dos nervos da bexiga;
  2. doenças do sistema nervoso: em caso de lesões na medula, é possível que o paciente perca a capacidade de sentir a bexiga;
  3. obesidade: indivíduos obesos costumam apresentar aumento da pressão dentro do abdômen, comprimindo a bexiga e outros órgãos pélvicos;
  4. tabagismo: fumar pode causar danos graves aos pulmões, levando a pessoa a sofrer com crises de tosse graves e constantes. O esforço feito pode piorar a situação;
  5. envelhecimento e consequente fraqueza muscular na região pélvica: em idosos, a musculatura da região costuma ficar mais fraca, ocasionando em perda urinária. 

Prevenção da bexiga hiperativa

Não há evidências científicas comprovadas acerca da prevenção. Alguns hábitos saudáveis, no entanto, como evitar o consumo de bebidas alcoólicas, chás, cafeína, sucos cítricos e chocolates são medidas que podem amenizar o impacto da bexiga hiperativa na vida do paciente. 

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Entenda como a Síndrome de Klinefelter pode causar infertilidade

Entenda como a Síndrome de Klinefelter pode causar infertilidade

Ao contrário do que se possa pensar, a Síndrome de Klinefelter não é uma doença rara, uma vez que atinge um a cada 660 homens no mundo e uma de suas principais consequências é a infertilidade. 

Trata-se de uma condição em que ocorre uma alteração genética, caracterizada pela presença de um cromossomo X extra no par sexual. Sendo assim, ao invés do par XY, o indivíduo portador da síndrome apresenta XXY ou, até mesmo, XXXY. 

A falha genética leva a uma baixa produção de testosterona e isso, entre outros problemas, pode desencadear crescimento anormal das mamas, esterilidade, falta de pelos etc. Embora apresente alguns sintomas mais discretos na infância e adolescência, muitos homens só descobrem que têm a condição ao tentarem ter filhos e não conseguirem. 

Sendo assim, os pais devem ficar atentos a possíveis alterações no crescimento dos meninos desde cedo. Embora não tenha cura, o tratamento pode ser iniciado ainda criança e, dessa forma, surtir efeitos satisfatórios. 

Neste post, entenderemos um pouco mais sobre o assunto e o tratamento indicado. Acompanhe!

Síndrome de Klinefelter na infância e adolescência 

O paciente portador da doença não sofre transtornos em suas funções sexuais. No entanto, ele tem baixa ou nenhuma produção de espermatozoides, devido à atrofia dos canais seminais. 

Em caso de suspeitas, os pais devem procurar um clínico geral ou mesmo questionar o pediatra sobre a possibilidade do menino ser portador da doença. Assim, ele terá chances de iniciar terapias de reposição hormonal, além de acompanhamento psicológico, proporcionando mais qualidade de vida, saúde física e emocional. 

Veja abaixo alguns sinais que podem surgir ainda na infância:

  • fraqueza muscular;
  • atraso no desenvolvimento motor, como sentar, engatinhar ou andar;
  • atraso na fala; 
  • dificuldade de aprendizagem;
  • alteração no tamanho dos testículos, observada desde o nascimento. 

Já na adolescência, os indícios começam a ficar mais fortes, já que a puberdade exige cada vez mais da testosterona. O jovem que tem a condição pode ter alguns sintomas: 

  • pênis e testículos pequenos;
  • ossos fracos e musculatura pouco desenvolvida;
  • características físicas notoriamente diferenciadas, como pernas longas, quadris mais largos e torso mais curto que a média dos garotos da mesma faixa etária; 
  • crescimento anormal das mamas;
  • ausência ou redução dos pelos; 
  • mudanças comportamentais, como timidez excessiva ou déficit de atenção e concentração. 

Tratamento e qualidade de vida

Vale salientar que, embora seja genética, não se trata de uma doença hereditária e a falha que desencadeia o problema pode ocorrer na formação do óvulo ou espermatozoide. 

Aos homens que desejam ser pais e têm produção de espermatozoides, o mais indicado é realizar a Fertilização In Vitro, associada ao diagnóstico genético prévio. O objetivo é identificar os embriões com número de cromossomos normal antes da transferência. 

Com acompanhamento e tratamento adequado, o paciente consegue minimizar os efeitos da Síndrome de Klinefelter.

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Doença Renal Crônica e atraso da puberdade masculina: entenda a relação

Doença Renal Crônica e atraso da puberdade masculina: entenda a relação

A Doença Renal Crônica é a insuficiência ou perda gradual da função renal. Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas sofram com a condição no Brasil. 

Os rins são os órgãos responsáveis por filtrarem substâncias e nutrientes presentes no organismo. Assim, são absorvidos os componentes necessários e o restante é eliminado pela urina. Quando eles não funcionam corretamente, o corpo entra em desequilíbrio, ocasionando uma série de consequências. 

Entre os problemas gerados pela falha ou perda parcial da função destes órgãos, está o atraso da puberdade entre os meninos. Neste post, entenderemos mais sobre o assunto. Acompanhe!

A puberdade tardia 

A puberdade tardia é quando não há o início da maturação sexual na época ou idade esperada. Nos garotos, isso se caracteriza, por exemplo, pela ausência de crescimento dos testículos até os 14 anos. 

As mudanças desta etapa da vida são decorrentes do despertar das glândulas endócrinas cerebrais, chamadas de hipotálamo e hipófise. Elas produzem hormônios que estimulam a atividade dos testículos que, por sua vez, iniciam a produção da testosterona, hormônio responsável pelo desenvolvimento de características masculinas. A substância também é produzida nas glândulas suprarrenais, localizadas logo acima dos rins. 

Alguns sintomas indicam que o processo não foi desencadeado nos meninos, tais como: falta de pelos pubianos e no rosto, ausência de crescimento dos testículos e do pênis. Este atraso pode ocorrer devido a diversas doenças, como diabetes, fibrose cística, anemia ou doenças autoimunes em geral. Pacientes em tratamento por quimioterapia ou radioterapia contra o câncer também podem apresentar demora para entrarem na puberdade. 

Qualquer condição que impede ou atrapalha a ação das glândulas cerebrais e dos testículos pode dificultar o estímulo da puberdade. Isso pode ocorrer nos garotos portadores de Doença Renal Crônica e atribui-se a vários fatores. Entre eles, está a dificuldade de absorção de nutrientes, que acarreta em desnutrição calórica proteica, por exemplo. 

O estresse psicológico e a anemia, consequências comuns ao tratamento, também são situações que tornam o trabalho do organismo mais complexo, bem como os prejuízos causados ao funcionamento das glândulas suprarrenais. 

O diagnóstico 

Como mencionamos, são considerados em puberdade tardia os garotos que não apresentaram crescimento dos testículos até os 14 anos. Os médicos também observam se o período de início e fim do crescimento dos órgãos sexuais ultrapassou cinco anos. 

Para dar o diagnóstico completo, o especialista avalia não somente sintomas aparentes, mas solicita exames mais aprofundados, que vão medir as taxas hormonais do sangue, por exemplo, e identificarão a idade óssea do adolescente. 

O tratamento

Garotos portadores de Doença Renal Crônica, ou seja, que são afetados pela puberdade tardia, devem receber, inicialmente, tratamento focado na correção das deficiências nutricionais e alterações metabólicas. 

Para tanto, são indicados ajustes e suplementos na dieta com o objetivo de repor calorias, proteínas ou outros nutrientes. Somente após este protocolo, a terapia hormonal costuma ser recomendada com o devido acompanhamento médico.  

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Os diferentes graus de varicocele

Os diferentes graus de varicocele

Varicocele é a insuficiência da drenagem do sangue nos testículos, que ocorre quando as veias da região se dilatam e há represamento do sangue nos vasos. Ou seja, é o mesmo que as varizes, aquelas mais frequentes que ocorrem nas pernas. É muito comum e costuma não apresentar sintomas, mas pode levar à infertilidade. 

Na maioria das vezes, as veias doentes atingem principalmente o testículo esquerdo. O problema costuma aparecer ainda na adolescência, a partir dos 11 anos. Embora a maioria dos pacientes seja assintomática e só descubra na fase adulta, alguns relatam dores e sensação de peso nos testículos. 

Neste post, conheceremos um pouco mais sobre o diagnóstico e o tratamento dessa condição. Acompanhe!

Diagnóstico X esterilidade 

O mais comum é que os homens somente saibam que têm varicocele ao buscarem um consultório médico. Em geral, eles chegam ao urologista para investigar possíveis causas de esterilidade. 

A doença leva à infertilidade porque, devido ao sangue acumulado, a temperatura da região se eleva e dificulta a produção adequada de espermatozoides. Além disso, pode haver alterações de tamanho dos testículos.

 A cada 100 homens inférteis, aproximadamente metade deles têm dilatações nas veias do local. Cabe salientar que esta condição piora a “qualidade” dos testículos com o passar do tempo. Por isso, a detecção precoce é importante para restabelecer a fertilidade. 

O diagnóstico é simples e pode ser iniciado no próprio consultório, por meio de exame clínico. No entanto, o médico deve solicitar uma ultrassonografia para checar a situação das veias afetadas e indicar o tratamento mais adequado ao caso do paciente. 

Existem três graus possíveis da doença:

  • grau 1  — quando a dilatação dos vasos é pequena, sendo palpável somente se o homem for pressionado na região abdominal, tossir ou soprar contra uma resistência;
  • grau 2  — neste caso, o médico já consegue sentir com facilidade as veias afetadas;
  • grau 3  — o quadro mais grave, em que as veias são visíveis inclusive a olho nu, dando um aspecto de “novelo de lã” ao testículo. 

Tratamento X cura

Em primeiro lugar, vale lembrar que nem todo homem que apresenta o problema terá, necessariamente, dificuldades para engravidar uma mulher. Sendo assim, caso a varicocele não represente incômodos para o indivíduo, ela nem sempre exigirá um tratamento. 

A boa notícia, no entanto, é que, para aqueles que buscam uma solução, a intervenção cirúrgica é relativamente simples. O procedimento para a correção das veias costuma ser realizado a partir de um cateter que é introduzido em um pequeno corte feito na virilha do homem. Dura aproximadamente uma hora e meia e muitos pacientes costumam ser liberados no mesmo dia. 

A cirurgia é altamente eficaz e costuma recuperar as funções dos testículos em aproximadamente 75% dos casos. A maioria dos homens submetidos à operação repete exames clínicos após seis meses e constata evolução da produção de espermatozoides. 

Logo, para os casais que estão tentando ter um filho, a probabilidade de solucionar a varicocele e recuperar a fertilidade é alta. 

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4 fatores de risco para a prostatite

4 fatores de risco para a prostatite

A prostatite é um tipo de inflamação que provoca inchaço na próstata, uma glândula pequena que integra o sistema genital masculino. A próstata está situada nas proximidades da uretra e sua principal função consiste em produzir o líquido que nutre e protege os espermatozóides no sêmen, tornando-o mais fluido.

Só para entender a importância da próstata, vale acrescentar que aproximadamente 70% do líquido ejaculado durante o orgasmo masculino é fabricado pela próstata. Trata-se de uma secreção alcalina (de alto pH) que se mistura ao esperma e o blinda do ambiente ácido da vagina, além de aumentar sua mobilidade e facilitar a chegada do mesmo ao óvulo. Daí a necessidade de cuidar bem da saúde prostática.

O processo inflamatório típico da prostatite leva a próstata a um crescimento anormal, que pode vir acompanhado de manifestações como dor, micção excessiva à noite, ardor ao urinar, fadiga, incontinência urinária, secreção uretral, calafrios, febre, mal-estar, etc.

De acordo com estudos recentes, cerca de 50% dos homens terão prostatite pelo menos uma vez na vida. É preciso ressaltar que a prostatite não tem uma causa única. Vários fatores podem aumentar o risco de desenvolver a inflamação na próstata e os principais você confere a seguir.

Prostatite: 4 fatores de risco

Infecção bacteriana

Na maioria dos casos a prostatite tem relação com infecções bacterianas, geralmente causadas por bactérias que se encontram no intestino grosso ou trato urinário. Podem ocorrer também infecções por fungos, vírus, germes e outros agentes.

Condições sexuais

Homens com vida sexual ativa, que têm relações mesmo havendo uma inflamação na uretra (uretrite) ou doenças sexualmente transmissíveis (clamídia, HIV e gonorréia) são mais propensos a desenvolverem a prostatite não bacteriana. A prática de sexo anal ou prática de relações sexuais desprotegidas também aumentam o risco de inflamação na próstata.

Estresse e ansiedade

Fatores psicológicos também podem influenciar no desenvolvimento da inflamação na próstata. O estresse e ansiedade, por exemplo, podem causar espasmos no músculo do esfíncter urinário, o que irrita a glândula prostática ou, até mesmo, faz com que os fluidos uretrais retornem ao interior da próstata, causando danos aos tecidos internos.

Utilização de cateter vesical

O uso de cateter vesical se faz necessário em alguns quadros clínicos, no entanto, é importante ressaltar que ele aumenta as chances do paciente desenvolver uma inflamação e/ou infecção na próstata, sobretudo, se não for manipulado da maneira correta. O cateter vesical é inserido através da uretra e chega à bexiga no intuito de promover a drenagem da urina quando há algum problema de saúde que impede que a urina seja eliminada normalmente.

Outros fatores que podem levar à prostatite

Há diversos aspectos que podem ter relação com o risco aumentado de prostatite, entre eles a presença de hiperplasia prostática benigna, infecções recorrentes na bexiga, anormalidades no trato urinário, doenças do sistema nervoso, lesões na região da próstata, trauma pélvico, desidratação, predisposição genética  e orquite.

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Bexiga hiperativa: como é feito o diagnóstico e tratamentos

Bexiga hiperativa: como é feito o diagnóstico e tratamentos

A bexiga hiperativa corresponde a um problema no funcionamento da bexiga, o que provoca a repentina e urgente necessidade de urinar. Tal condição é mais frequente em mulheres, entretanto pode atingir pessoas de ambos os sexos, especialmente a partir dos 60 anos de idade. Cumpre salientar que nesse tipo de quadro, costuma ser difícil controlar o fluxo da urina, resultando assim na incontinência urinária.

Entre os principais fatores de risco estão o envelhecimento natural, a diabetes e o aumento da próstata. Outros aspectos que podem aumentar a predisposição ao quadro de bexiga hiperativa são a artrite, depressão, terapia de reposição hormonal, sobrepeso e obesidade, além de alterações neurológicas e musculoesqueléticas.

Por falar em alterações neurológicas, a bexiga hiperativa é causada pela inervação da bexiga, situação que pode ser decorrente de doenças como Parkinson, paraplegia, Alzheimer, esclerose múltipla, AVC, irritação das vias urinárias, alterações da mucosa, câncer, cistos, cálculos e infecções. todos esses problemas atrapalham o controle sobre os músculos do órgão, que passa a contrair em horas indevidas.

Felizmente, a hiperatividade da bexiga pode ser tratada, com ótimos resultados quando diagnosticada com precisão e cuidada da maneira adequada. Pensando nisso, preparei um texto completo sobre o diagnóstico e tratamento dessa doença. Vem comigo!

Diagnóstico da bexiga hiperativa

O processo para diagnosticar o quadro de  bexiga hiperativa deve ser conduzido de maneira detalhada e tranquila, a fim de evitar confusões. É preciso tomar cuidado durante a investigação, pois alguns sintomas da doença são similares às manifestações de infecção urinária, disfunções metabólicas e outras doenças que podem camuflar o quadro clínico de bexiga hiperativa.

Os principais sinais de bexiga hiperativa são a urgência urinária, aumento da frequência ao urinar e incontinência noturna. Tais indícios devem ser relatados pelo paciente ao urologista, que precisa avaliar as condições clínicas gerais e solicitar exames complementares para descartar outras possíveis causas.

Vale destacar que a urgência urinária é o maior sintoma de bexiga hiperativa, um desejo súbito e incontrolável de urinar. Eventualmente, qualquer pessoa pode apresentar esse sintoma, mas ele é considerado anormal quando a frequência urinária é superior a 8 micções em 24 horas.

Tratamentos para a hiperatividade da bexiga

É importante tratar a condição assim que descoberta, pois a dificuldade para controlar a micção pode limitar a realização de atividades cotidianas, gerar constrangimento e impactar a autoestima de quem sofre com a bexiga hiperativa.

Entre os tratamentos possíveis estão a prática de exercícios musculares voltados para o fortalecimento do assoalho pélvico, o uso de medicação específica e o estímulo do nervo tibial ou neuromodulação  sacral para eliminar, ou pelo menos, atenuar os sintomas.

Os principais medicamentos usados no tratamento fármaco são a oxibutinina, darifenacina e tolterodina e darifenacina para ajudar na recuperação da contração da musculatura da bexiga.

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Disfunção erétil: causas e tratamentos

Disfunção erétil: causas e tratamentos

A disfunção erétil, conhecida também como impotência sexual, é uma condição que consiste na dificuldade de obter ou manter a ereção do pênis, de modo que possibilite a penetração vaginal, bem como, a satisfação sexual. De acordo com a SBU, Sociedade Brasileira de Urologia, aproximadamente 50% dos homens brasileiros com idade superior a 40 anos apresentam queixas em relação à disfunção erétil.

A ereção é resultado de uma atividade conjunta do sistema hormonal com o sistema nervoso. Para que ela aconteça, as células das artérias penianas recebem uma mensagem para relaxar o tecido muscular, aumentando assim o fluxo sanguíneo e dilatando o órgão. Se há um desequilíbrio entre a contração e relaxamento da musculatura lisa do corpo cavernoso, ocorre a disfunção.

Os sintomas mais característicos desse problema  são a redução do volume e rigidez peniana, incapacidade de atingir e manter a ereção, diminuição dos pelos corporais, ausência ou atrofia dos testículos, deformação do pênis, doença vascular periférica e neuropatia. A boa notícia é que existe como tratar a disfunção erétil. 

Continue lendo o artigo, conheça as causas e tratamentos possíveis para amenizar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e desempenho sexual dos homens que apresentam esse quadro.

Causas da disfunção erétil

As causas da disfunção sexual podem ser psíquicas ou físicas. Entre as razões psíquicas é possível citar a baixa autoestima, autoconfiança frágil, traumas passados, histórico de abuso físico e psicológico, preconceitos, tabus sexuais, ansiedade, estresse, excesso de preocupação com o desempenho no sexo, além de outras condições que afetam a mente, como problemas conjugais e financeiros.

Já as causas físicas incluem traumas e lesões na região, alterações hormonais como baixa testosterona, alcoolismo, lesões medulares, doenças vasculares, efeitos colaterais de medicamentos e tabagismo. Por falar em tabagismo, você já deve saber que o hábito de fumar realmente aumenta o risco de impotência sexual. Isso acontece porque há substâncias no cigarro que afetam diretamente o sistema vascular e os músculos das paredes arteriais e venosas, o que prejudica a qualidade da circulação sanguínea, aumenta a formação de placas e dificulta, consequentemente, a ereção.

Tratamentos

Há mais de um tratamento para a disfunção erétil e o protocolo terapêutico depende normalmente da causa do problema, gravidade dos sintomas apresentados e, até mesmo, do estilo de vida do paciente. Depois do diagnóstico e de uma cuidadosa avaliação clínica,  médico e paciente podem decidir entre métodos como as injeções intracavernosas para estimular a circulação e promover a dilatação do órgão sexual, uso de medicação oral para melhorar o fluxo sanguíneo para o pênis, favorecendo a ereção, além de terapia caso a razão para a disfunção seja algum bloqueio psicológico. 

Existe ainda a opção cirúrgica de prótese peniana. O procedimento é mais complexo e consiste na introdução de uma haste metálica, revestida por silicone, no pênis do paciente. Essa prótese assegura que o pênis fique ereto suficientemente para possibilitar a ereção.

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Criptorquidia: conheça os diferentes tipos e tratamentos

Criptorquidia: conheça os diferentes tipos e tratamentos

A migração pode acontecer naturalmente. Caso não ocorra, é importante corrigir o problema, já que pode comprometer a produção de espermatozoides Criptorquidia. O nome pode soar complicado em um primeiro momento, mas a definição é fácil de compreender. Trata-se de uma condição médica na qual os testículos não descem normalmente para a bolsa escrotal.

O problema pode ocorrer por causa de anomalias no decorrer do desenvolvimento dos órgãos genitais e do abdômen inferior. Por ser muito comum em bebês, tanto os pais quanto os médicos devem observar atentamente se os testículos estão devidamente localizados na bolsa escrotal e como a anatomia dessa região evolui no primeiro ano de vida.

É possível que a migração dos testículos até o escroto, mas saiba que se isso não acontecer, é possível tratar o quadro e evitar que a criptorquidia prejudique a produção de espermatozóides e, consequentemente, afete a capacidade reprodutiva do homem.

Quer conhecer um pouco mais sobre criptorquidia? Confira o artigo, descubra quais são os tipos e tratamentos existentes. Boa leitura!

Quais são os tipos de criptorquidia?

Há basicamente dois tipos de criptorquidia: a bilateral e a unilateral. A bilateral ocorre quando os dois testículos estão ausentes na bolsa escrotal. Ela é mais grave e se não for adequadamente tratada, pode provocar infertilidade masculina.

A criptorquidia unilateral, como o próprio nome sugere, acontece se o testículo está ausente em apenas um dos lados do escroto. Para identificar qual é o tipo de criptorquidia, o diagnóstico clínico é feito através da palpação da bolsa escrotal.

Cumpre salientar que ambos os tipos são mais incidentes em homens com os seguintes fatores de risco: prematuridade, disfunções hormonais, síndrome de down, baixo peso ao nascimento, contato com substâncias tóxicas, hérnias abdominais. Os hábitos e condições clínicas da mãe durante a gestação também podem aumentar a predisposição. É o caso do tabagismo, alcoolismo, obesidade e diabetes gestacional.

Como tratar a condição? 

Se os testículos não se moverem naturalmente para a bolsa escrotal ao longo do primeiro ano de vida, a indicação de tratamento é a cirurgia. O procedimento deve ser realizado até que o indivíduo complete 2 anos de idade.

A operação tem o objetivo principal de fazer o reposicionamento testicular através da técnica cirúrgica chamada orquidopexia. Caso o testículo esteja situado na virilha, a operação será feita através de uma pequena incisão justamente nessa região. Se não estiver na virilha, o testículo pode ser ausente ou estar localizado na área do abdômen. Sendo assim, é necessário realizar exames complementares para identificar a posição.

De modo geral, a cirurgia é simples e o não demora a ter alta hospitalar. O tratamento cirúrgico pode ser complementado com o uso de HCG (Gonadotrofina Coriônica Humana), hormônio capaz de provocar o amadurecimento rápido e transitório do testículo, o que contribui na etapa migratória.

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