câncer de próstata

Câncer de próstata: operar ou fazer radioterapia?

Câncer de próstata: operar ou fazer radioterapia?

O câncer de próstata possui hoje, no Brasil, a segunda maior taxa de incidência entre a população masculina, atrás apenas do câncer de pulmão. Para se ter ideia de como essa taxa é alta, o INCA (Instituto Nacional do Câncer) estima que ele atinja 66,12 casos a cada 100 mil habitantes. Isso significa que ao menos 1 a cada 9 indivíduos será diagnosticado com câncer de próstata em algum momento da vida.

Assim como em qualquer outro tipo de tumor maligno, quanto mais cedo esse tipo de câncer for diagnosticado, maiores são as chances de cura, e soma-se a isso o fato de que os homens que foram diagnosticados com câncer há mais de 10 anos têm apenas 1% de chances de morrer.

Assim, o diagnóstico precoce aliado a um tratamento adequado são as chaves no combate deste e de qualquer outro tipo de cancro. É nesse momento que surge uma dúvida muito frequente nos pacientes: por que fui tratado apenas com cirurgia, e não também com radioterapia, e vice-versa? É o que tentaremos responder na sequência.

Opção pela cirurgia como tratamento do câncer de próstata

Chamada prostatectomia radical, a cirurgia consiste na retirada total da próstata, das vesículas seminais e dos linfonodos presentes na região. A retirada total é necessária, pois na maior parte dos casos, o tumor é multifocal, isto é, encontra-se em ambos os lados da próstata.

No entanto, por se tratar de um procedimento cirúrgico, há uma série de riscos envolvidos no pós-cirúrgico, o que inclui a disfunção erétil, que se manifesta em 30% a 60% dos casos, e a incontinência urinária grave, cujas chances são de 9% e aumentam conforme o paciente tenha idade igual ou superior a 65 anos.

Opção pela radioterapia como tratamento

A radioterapia talvez seja a forma mais clássica de combater o problema, uma vez que é o método mais tradicional e que vem evoluindo bastante nas últimas décadas. Consiste em dirigir os raios especificamente à região da próstata, causando a destruição das células cancerígenas.

Apesar de estar bem evoluída e conseguir preservar as áreas vizinhas, o grande problema da radioterapia são seus efeitos colaterais. 10% a 15% dos pacientes apresentam inflamação da bexiga e reto. Também pode ser manifestada ardência no reto e no pênis e urgência para urinar e evacuar e diarreia. No entanto, trata-se de sintomas transitórios, que tendem a sumir depois de algumas semanas ou meses.

Agora que já foi visto no que as duas formas de tratamento consistem, é necessário responderemos à pergunta inicial do artigo: por que é escolhida uma ou outra técnica? A resposta é bem simples: pois as duas têm quase o mesmo nível de eficácia.

Assim, a decisão do médico de empregar a radioterapia ou a cirurgia depende de fatores como idade do paciente, estado de saúde, estágio em que o câncer de próstata se encontra, preferência do paciente, riscos envolvidos em uma ou outra forma, entre outros.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como urologista em Goiânia!

Posted by Dr. Pedro Henrique Moreira in câncer de próstata