vasectomia

Vasectomia tem reversão?

Vasectomia tem reversão?

Um tema que tem ganhado alguma notoriedade nos últimos tempos é a possibilidade de reversão da vasectomia. Esse procedimento é possível, mas o tema deve ser tratado de forma mais abrangente, e não apenas à luz unicamente da abordagem técnica.

A vasectomia é uma técnica para esterilização masculina, ou seja, ela torna o homem incapaz de fecundar a parceira sexual por meio natural.

O procedimento de esterilização masculina consiste em um corte do ducto deferente. Esse ducto está localizado na bolsa testicular, no trajeto dos espermatozoides. Por meio de uma técnica microcirúrgica, é feito um corte na bolsa testicular, através do qual o cirurgião acessa o canal deferente e faz a secção. Esse corte impede que os espermatozoides completem o caminho entre os testículos, onde são produzidos, e a próstata.

A microcirurgia é a técnica mais adequada, levando em conta uma possível futura reversão. Quanto ao pós-operatório, pode haver um pequeno incômodo nos testículos, que pode ser controlado com o uso de analgésicos.

Como é a cirurgia de reversão

A cirurgia de reversão consiste no processo inverso, mas não é tão simples quanto a de esterilização. Nela, o cirurgião faz uma incisão no saco escrotal, identifica as partes do canal deferente seccionadas, faz a ligação e restabelece a condição e o fluxo para os espermatozoides. Para isso, no entanto, é necessário o uso de microscópio e a taxa de êxito não é tão otimista quanto a de esterilização, processo em que os tubos deferentes são amarrados, gerando maior pressão no testículo, levando o organismo a reduzir progressivamente a produção de espermatozoides e causando a atrofia dos canais.

Presume-se que, a partir dessa intervenção cirúrgica, o homem se torne novamente capaz de engravidar a parceira. Há, no entanto, algumas condições para que isso ocorra.

Do ponto de vista do homem, propriamente, a cirurgia tem maior possibilidade de sucesso se a esterilização tiver sido realizada há menos de 10 anos. Quanto menos tempo tiver decorrido da primeira cirurgia, maior é a possibilidade de sucesso. Após 10 anos, a taxa de êxito é de apenas 30%.

O outro fator de sucesso é a condição da parceira. O ideal é que ela tenha idade inferior a 35 anos e, além disso, é preciso ter a certeza de que reúna todas as condições para a fecundação.

Em muitos casos, apesar de identificada a presença de espermatozoides saudáveis no curso da cirurgia de reversão, o procedimento pode não ser coroado de êxito. Nesse caso, o paciente pode optar pela fertilização in vitro, por meio da técnica de injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI).

Como lidar com a decisão de fazer a cirurgia

A possibilidade de reversão da vasectomia é uma garantia ao homem de poder voltar atrás numa decisão importante, mas sempre é bom levar em consideração o risco de a cirurgia não dar certo.

Há uma série de fatores que envolvem a decisão de recorrer à esterilização masculina ou feminina. Variáveis como planejamento familiar, estilo de vida e questões religiosas interferem e norteiam tal decisão. A maioria dos homens acaba optando pela esterilização para ter mais liberdade na vida sexual, mas essa decisão tomada de forma precoce pode gerar arrependimentos.

Mesmo quando alinhada a um planejamento familiar, a vasectomia pode se transformar numa dor de cabeça na hipótese de um segundo casamento, por exemplo. Logo, o melhor é medir os prós e os contras e tomar a decisão de forma bastante consciente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como urologista em Goiânia!

Posted by Dr. Pedro Henrique Moreira in Todos, vasectomia
6 dúvidas sobre a vasectomia respondidas

6 dúvidas sobre a vasectomia respondidas

A vasectomia é uma cirurgia muito popular e consiste basicamente em uma esterilização voluntária por parte do paciente. Ou seja, por vontade própria, homens submetem-se a este procedimento com o objetivo de terem um planejamento familiar mais seguro.

Este método contraceptivo tem 99% de eficácia e é um dos mais seguros que existem. Além disso, é muito simples e rápido, sendo feito apenas com anestesia local e sem necessidade de internação.

Abaixo, separamos as principais dúvidas que surgem com relação à vasectomia – ou diferenctomia – como também é conhecida no meio médico. Confira!

Como é feita a vasectomia?

A cirurgia de vasectomia dura em torno de 30 minutos e consiste em interromper o caminho do espermatozóide até a uretra, para que assim ele não fecunde o óvulo quando é excretado pelo pênis durante a relação sexual.

Esta interrupção é feita com a secção, ou corte, dos canais deferentes, que servem de ligação entre os testículos e a uretra. Com esta interrupção, o sêmen fica sem espermatozóide, evitando assim uma gravidez indesejada.

O pós-operatório é complicado?

Em geral, os pacientes relatam poucos incômodos no pós-cirúrgico. O procedimento não exige internação e alguns homens conseguem dirigir ou ir direto para o trabalho depois.

Um relato comum é sobre uma sensibilidade maior na região escrotal, onde foi feita a incisão, mas que não chega a configurar uma dor. É recomendado evitar a prática esportiva por até cinco dias após a cirurgia.

O resultado é imediato?

Esta é uma das dúvidas mais frequentes dos pacientes que têm interesse em realizar a vasectomia e, infelizmente, a resposta é não.

O homem deve utilizar outro método contraceptivo por até três meses após submeter-se ao procedimento. Entre 60 e 90 dias após sua realização, são feitos espermogramas periódicos para verificar se houve a azoospermia – ou ausência de espermatozoides no sêmen.

Só a partir deste resultado é possível constatar se houve sucesso na cirurgia.

É reversível?

A reversibilidade da vasectomia é viável. Porém, o êxito na cirurgia de reversão tem relação com o período de tempo passou desde que o paciente realizou a esterilização. Quanto menos tempo tem que um homem se submeteu à vasectomia, maior será o percentual de recuperação da fertilidade.

Isto se dá em função de obstruções que ocorrem próximo ao local que foi feita a secção do canal. Este problema é acarretado em função de uma necrose causada pelo aumento da pressão no epidídimo – um duto que leva o esperma ao canal deferente.

Quais os piores riscos e complicações?

O maior risco observado é a recanalização do duto que deveria ter sido cortado com a cirurgia. Com isso, a esterilização não se cumpre em função de um erro médico durante o procedimento, reforçando assim a necessidade de contar com um bom profissional.

O aparecimento de hematoma na bolsa escrotal também é observado em alguns casos. No entanto, quanto mais experiente for o médico, menor será o risco do surgimento deste tipo de marca pós-cirúrgica.

Onde posso realizar este procedimento?

É possível realizar o procedimento em ambiente de clínica médica, sem a necessidade de hospitalização. Os casos de internação em hospital são reservados para pacientes que apresentam quadros especiais, como os cardíacos.

A vasectomia é um dos procedimentos mais realizados pelos urologistas. No entanto, é efetivamente recomendado para homens com mais de 30 anos de idade, que já tenham tido dois ou mais filhos e estejam cientes de como funciona esta cirurgia.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como urologista em Goiânia!

Posted by Dr. Pedro Henrique Moreira in Todos, vasectomia