Videolaparoscopia

Videolaparoscopia: conheça as doenças urológicas que podem ser tratadas com a técnica cirúrgica

O avanço da tecnologia trouxe inúmeras vantagens para a área médica. Hoje, inclusive, já é possível tratar certas doenças cirurgicamente e de forma menos invasiva. Os aparatos modernos garantem mais precisão e ainda otimizam o tempo entre uma cirurgia e outra. Nesse rol de procedimentos que resultam em benefícios, destaco a videolaparoscopia. Mas, antes de adentrar o tema deste artigo, preciso explicar o que é exatamente essa técnica. A videolaparoscopia é um método usado para realizar diagnósticos e cirurgias. Por meio dela, conseguimos observar as estruturas das regiões pélvica e abdominal. Ou seja, é uma inspeção feita com um equipamento da cirurgia robótica. Através de uma microcâmera, realizamos os procedimentos mais complexos sem gerar traumas significativos. O objetivo dessa metodologia é proporcionar intervenções minimamente invasivas. Por isso, pensando em algumas vantagens, escrevo este texto, para ajudar você a compreender o quanto esse auxílio extra pode ser benéfico no tratamento de certas doenças urológicas. Continue a leitura!

A videolaparoscopia no tratamento de câncer de próstata

Primeiramente, embora a técnica ofereça prós, vale lembrar que ela deve ser executada por especialistas treinados, porque as mãos experientes do cirurgião é que faz a diferença. No que tange ao câncer de próstata, a cirurgia em questão causa menos dor e sangramentos que as tradicionais. Isso diminui a probabilidade de transfusões de sangue. Nos últimos anos, também houve melhorias no efeito estético, principalmente porque as incisões são bem pequenas — entre 5 e 10 mm.

Outras indicações da videolaparoscopia

Câncer de bexiga

Geralmente, os tumores de bexiga atingem mais homens que mulheres. Além disso, a incidência dessa patologia é 2 vezes maior nos caucasianos do que nos negros. Os fatores de riscos, além de idade, são a genética, exposição a produtos químicos, baixa ingestão de água e o tabagismo. Normalmente, a cirurgia é apenas um dos tratamentos para esse tipo de tumor. Aliados a ela, também há outros métodos. Portanto, a escolha da operação é feita baseada na gravidade e no estágio da doença. A técnica citada neste artigo reduz, consideravelmente, o índice de infecção, uma vez que os tecidos não ficam tão expostos e o manuseio tende a ser mais delicado e preciso. As imagens em 3D melhoram a assertividade das pinças cirúrgicas, e isso dá mais segurança e conforto ao cirurgião.

Criptorquidia

A ausência de 1 ou de 2 testículos interfere na fertilidade do homem e ainda o deixa vulnerável à manifestação de certas doenças. Esse tipo de alteração genital é comum e pode ser corrigido com a videolaparoscopia. Nesse caso, especificamente, a operação tem o objetivo de melhorar a função testicular, reduzindo o índice de aparecimento de tumores. Além disso, ela também cumpre a missão de diminuir complicações com hérnias e facilitar diagnósticos de neoplasias. O vídeo de alta performance possibilita ao médico ter uma visão nítida do momento. A videolaparoscopia é a técnica que melhora o procedimento do cirurgião durante a operação. Ou seja, não é um tratamento convencional, mas uma alternativa a mais para quem busca resultados e execuções precisas. Afinal de contas, os recursos tecnológicos potencializam o manuseio do médico e ainda geram menos desconfortos ao paciente. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como urologista em Goiânia!
Comentários
Dr. Pedro Henrique Moreira

Posted by Dr. Pedro Henrique Moreira