Seu filho tem fimose? Isso não é incomum

Você sabia que grande parte dos meninos nasce com fimose? O problema pode parecer sério, mas é muito mais comum do que você pensa.

Muitas mães ficam bastante preocupadas quando percebem que o filho nasceu com esta complicação. No entanto, estudos demonstram que mais de 90% dos bebês do sexo masculino nascem com fimose e que, na maioria dos casos, o problema reduz com o próprio desenvolvimento do pênis ao longo da infância e da juventude.

Quando o problema não se resolve apenas com o desenvolvimento natural do órgão sexual masculino, o melhor caminho é procurar por um profissional de urologia para verificar qual o melhor recurso terapêutico para o caso.

Neste artigo, vamos te ajudar a entender o que de fato é a fimose, suas implicações e tratamentos. Acompanhe abaixo:

Como identificar o problema?

É preciso saber identificar corretamente este problema médico para não confundi-lo com excesso de pele em torno do pênis. A fimose acontece quando a pele que encobre a glande do pênis – o prepúcio –  possui um anel de constrição que dificulta a exposição da própria da extremidade deste órgão.

Uma forma fácil de reconhecer este quadro é puxando a pele do prepúcio para trás. Quando a cabeça do membro não pode ser exposta, então caracteriza-se a fimose.

Esta patologia possui vários graus de acordo com o nível de exposição da glande. Ela manifesta-se nos primeiros anos de vida e, quando não regride, pode trazer problemas de saúde em função da dificuldade de higienização da cabeça do órgão masculino, o que pode causar infecções e dificuldade de urinar.

Observa-se também que, em alguns casos menos frequentes, homens que apresentam este anel de conscrição muito estreito têm dificuldade miccional. Esta situação provoca a retenção da urina primeiro no prepúcio, para que depois seja expelida.

Se não resolvida na infância, a fimose pode ser levada para a vida adulta. O inconveniente causado no homem maduro é o incômodo na hora de ter relação sexual.

Como tratar?

O tratamento mais comum é a base de pomadas de uso local, o que resolve 80% dos casos. A cirurgia se faz necessária quando o tratamento tópico não resolve o problema.

Um dos grandes erros é achar que fazer manobras com a pele que encobre o pênis ajuda a retração do prepúcio. Isso pode desenvolver ferimentos locais e trazer complicações e a piora do quadro.

A higiene local é fundamental no tratamento, pois ela ajuda a prevenir processos infecciosos. Deve ser feita apenas com água e sabão neutro.

Devo submeter meu filho à cirurgia?

Há uma crença equivocada de que a cirurgia de fimose reduz a sensibilidade do pênis. O procedimento cirúrgico nesse caso só melhora a saúde do paciente. Inclusive, diminuindo o risco de infecção urinária e de doenças sexualmente transmissíveis.

Para mães com crianças com fimose, a primeira orientação é observar se o quadro não regride conforme seu filho for crescendo. Caso isso não aconteça, o melhor caminho é tratar desde cedo e ajudá-lo a lidar da melhor maneira com o problema.

Quanto mais cedo for obtido o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento e menos complicada pode ser a recuperação da cirurgia de fimose, caso seja indicada. Converse com o seu urologista. Ele pode te orientar sobre qual o melhor caminho a seguir.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como urologista em Goiânia!

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Dr. Pedro Henrique Moreira

Posted by Dr. Pedro Henrique Moreira